Os vereadores eleitos pelo Partido Social Democrata (PSD), consideram que não foram respondidas as três questões que levaram à reunião pública da Câmara Municipal de Espinho sobre a Linha Ferroviária de Alta Velocidade (LAV), no passado dia 24 de julho e entendem que a resposta que foi dada pela presidente da Câmara “é insuficiente e muito pouco esclarecedora”.
Numa nota que nos foi enviada, o PSD de Espinho refere-se à sessão de esclarecimento do passado dia 12 de julho na qual esteve o vice-presidente da Infraestruturas de Portugal e a própria presidente da Câmara e explicam que os seus vereadores estiveram “impedidos de estar presente por razões profissionais, atentos à hora e local para a realização da sessão de esclarecimento” e que “tomaram conhecimento pela comunicação social da enorme satisfação do Executivo Municipal sobre o andamento do processo e do trabalho que, sem qualquer consulta prévia aos espinhenses, vêm fazendo”, verificando igualmente, que “a presidente disponibilizará terrenos Municipais para a relocalização das famílias afetadas e que assegurará o seu total apoio”.
Os sociais-democratas quiseram saber “quais as contrapartidas que foram exigidas e garantidas pelas Infraestruturas de Portugal e tutela ministerial, para compensação do concelho de Espinho” tendo em conta que aquela infraestrutura “irá mutilar” o território, criando “condicionantes em faixas de salvaguarda, desvalorizar habitações e empreendimentos desportivos e industriais existentes, bem como retirar área de expansão territorial, sem que sirva de algum modo a melhoria da mobilidade, pois nem sequer tem paragem em Espinho”.
Os vereadores da oposição quiseram saber, também, “quais os terrenos municipais que a presidente pretende disponibilizar para a relocalização das famílias afetadas” e “de que forma pretende proteger e salvaguardar as famílias e demais lesados pela expropriação dos seus bens, face aos valores já inscritos no documento de impacte ambiental, que esteve em consulta pública”.
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