SC Espinho poderá regressar à 2.ª Liga na próxima época

Foto: Mário Gouveia/Arquivo

Os tigres poderão voltar ao futebol profissional em 2023/2024. A solução passa por constituir uma SAD, que virá a adquirir os direitos de participação desportiva da UDV Vilafranquense SAD. Para já esta decisão no clube ribatejano está adiada.

O SC Espinho poderá vir a jogar na 2.ª Liga, já na próxima temporada, através de uma parceria com os atuais acionistas da UD Vilafranquense SAD, segundo noticiou o portal desportivo zerozero.

O referido meio de comunicação dá nota de que “se a operação se concretizar, o SC Espinho terá de constituir uma SAD de forma a absorver o capital e a influência da empresa detida por Rubens Takano Parreira, um empresário brasileiro que tem Henrique Sereno, ex-futebolista de FC Porto e Vitória de Guimarães, a representá-lo no futebol”.

De acordo com a notícia do zerozero, “a licença desportiva que está na SAD do Vilafranquense passaria para o emblema de Espinho”, dando a possibilidade aos tigres de jogarem no segundo escalão do futebol nacional.

Segundo a Defesa de Espinho conseguiu apurar, o projeto em questão passa pela constituição da Sporting Clube de Espinho, Futebol SAD, que irá adquirir os direitos de participação desportiva da UDV Vilafranquense SAD, ficando assim com a possibilidade de se substituir a esta na 2.ª Liga. Um processo muito semelhante ao registado pelo Estrela da Amadora com o Club Sintra Football.

De acordo com informações conseguidas pela Defesa de Espinho, o projeto pretende aproveitar o estádio municipal em construção, que terá todos os requisitos para jogos das ligas profissionais. Por seu turno, os atuais acionistas da SAD do Vilafranquense irão participar no capital da nova entidade e assumir o investimento relativo ao futebol profissional.

Entretanto, a decisão que poderia acelerar todo este processo está adiada. Na Assembleia Geral realizada ontem [15 de novembro] na UD Vilafranquense, os sócios daquele clube decidiram cancelar a ordem de trabalhos, procurando colher esclarecimentos dos membros da Comissão Administrativa e da SAD que estavam presentes no local.

Resta saber se a UD Vilafranquense irá suspender a sua atividade em virtude das dívidas ao fisco e à segurança social que já quase atingem o milhão de euros e se o clube irá ceder à SAD que gere o futebol, desde agosto de 2013, os 10% das ações que estão na posse da coletividade.

Segundo o jornal local Voz Ribatejana, a SAD da UD Vilafranquense propõe a compra dos 10% das ações ao clube por um valor de 400 mil euros.

Entretanto, não obstante as várias tentativas, a Defesa de Espinho não conseguiu obter, até ao momento, quaisquer esclarecimentos sobre este assunto junto da direção do SC Espinho e do presidente, Bernardo Gomes de Almeida.