Primeira feira do ano encerrou ao início da tarde por falta de clientes

Fotografia: Defesa de Espinho

As expectativas já não eram as melhores, mas houve quem resistisse numa feira semanal quase deserta. A primeira do ano foi pobre, triste e os negócios estiveram aquém do desejado. O mau tempo e o facto de se ter realizado a uma terça-feira, são os motivos alegados para o insucesso.

A primeira feira do ano, realizada excecionalmente na terça-feira, foi desastrosa para os feirantes que vieram à maior feira semanal do país. Houve poucos clientes e, ao início da tarde, muitos recolheram às suas casas. O negócio foi “péssimo” e, para alguns, não compensou a deslocação e as despesas que tiveram. Para alguns, a feira deveria ter sido feita no domingo, em véspera de ano novo. “A senhora presidente da Câmara quis dar movimento aos hipermercados e não quis que a feira se realizasse no dia 31 de dezembro”, disse, indignado, um dos vendedores que quis manter o anonimato.

Ao início da tarde de terça-feira, na zona de venda do peixe já não havia movimento, nem de vendedores, nem de clientes. O coberto servia para alguns transeuntes se abrigarem da chuva, enquanto no espaço da fruta, ao lado, se desmontavam as tendas.

“Como vendo produtos caseiros e mais baratos, felizmente consegui alguma receita durante a manhã”, conta Gracinda Costa, que vende fruta em Espinho há 48 anos, resistindo à chuva e ao frio abrigada por um guarda-sol. Gracinda via os restantes feirantes a desmontarem as tendas e os balcões, aguardando a vinda do seu marido e na esperança de lhe aparecer mais algum cliente.

“Já estava a contar que o negócio não fosse tão bom porque é a primeira feira do ano e as pessoas já gastaram muito dinheiro no Natal e na passagem do ano”, admite a vendedora que encara o negócio como uma forma de “passar o tempo e de ganhar algum dinheiro”.

Artigo completo na edição de 4 de janeiro de 2024. Assine o jornal que lhe mostra Espinho por dentro por apenas 32,5€.